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1 total messages Started by Gamer Fri, 14 Jul 2006 20:58
Apelo urgente a toda a cidadania! Ajudem a lutar pela democracia!
#1
Author: Gamer
Date: Fri, 14 Jul 2006 20:58
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Site de origem:
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http://groups.google.com.br/group/Xadrez-linux-informatica-astronomia-porto-alegre-amizade/browse_thread/thread/9af83f890bc07de6


Fonte: www.olavodecarvalho.org

Apelo urgente de Olavo de Carvalho a seus leitores brasileiros

Prezados amigos,

Desde que cheguei aos EUA, em maio de 2005, assumi como dever pessoal,
fora e independentemente do meu trabalho de correspondente
jornalístico e da preparação do livro A Mente Revolucionária,
informar ao maior número possível de jornalistas, intelectuais,
empresários e políticos americanos a verdade sobre o estado de coisas
no Brasil, a abrangência dos planos do Foro de São Paulo, a aliança
entre partidos de esquerda e organizações criminosas, a colaboração
ativa e essencial do governo Lula na revolução continental cujas
personificações mais vistosas são Hugo Chávez e Evo Morales.

Continuo firme nesse empenho até hoje. Ele consome, de fato, a maior
parte do meu tempo.

O objetivo imediato é conscientizar a elite americana da loucura que
faz ao dar suporte político, jornalístico e financeiro a
organizações latino-americanas de esquerda que, por baixo de uma
persuasiva máscara democrática e legalista, conspiram com o Foro de
São Paulo para a disseminação do caos revolucionário no continente.

A intenção última, talvez irrealizável mas nem por isto menos
obrigatória moralmente e digna do esforço, é atenuar ao máximo o
fluxo de uma ajuda bilionária sem a qual a revolução comunista na
América Latina morreria de inanição.

Bem sei que, entre os componentes da referida elite, muitos ajudam o
comunismo latino-americano de maneira consciente e deliberada, movidos
pela convicção pessoal, pela vaidade, pela estupidez pura e simples
ou, o pior de tudo, pelas vantagens que assim pretendem obter para a
consecução de seus próprios planos estratégicos, de envergadura
incomparavelmente mais vasta que os do Foro de São Paulo.

Com essa parcela da elite não adianta nem conversar, é claro. Mas há
centenas de organizações conservadoras, leigas, cristãs e judaicas,
que ludibriadas por falsa informação acabam permitindo que o
potencial da sua boa-fé e os dons da sua generosidade sejam desviados
para finalidades que atentam contra seus próprios valores e
princípios. Há também órgãos do próprio governo americano, que,
induzidos a trabalhar nesse sentido por administrações federais
anteriores pró-esquerdistas, continuam, pela força da rotina
burocrática, a apoiar aquilo que deveriam combater.

Essa situação anormal e doentia resulta de um trabalho de muitas
décadas feito aqui pelo lobby esquerdista internacional, cujos agentes
lograram se infiltrar por toda parte, dominando ostensivamente os
órgãos culturais do governo e a grande mídia das capitais, e
camufladamente atuando até mesmo dentro de organizações
conservadoras.

A política oficial do governo de Washington, de dar apoio à
"esquerda moderada" na esperança de que sirva de barreira às
ambições da "esquerda radical", é fundada inteiramente em
desinformação proposital espalhada há décadas por entidades
poderosas como o CFR e as fundações Rockefeller, Ford e Soros. Nos
últimos anos, uma crescente onda de revolta contra essas entidades
espalhou-se entre a maioria conservadora. Informações longamente
ocultadas sobre seus planos e atividades começam a jorrar na mídia
conservadora e a ser discutidas abertamente nos think tanks. O momento
é propício para mostrar que, entre as inumeráveis mentiras com que
essas macro-organizações manipularam a opinião pública americana,
havia algumas sobre o nosso país e os nossos políticos. Só para
vocês fazerem uma idéia de até onde vai o cinismo dessa gente, o CFR
nomeou, para chefe da sua Força-Tarefa encarregada de influenciar a
política de Washington para com o Brasil, nada menos do que o sr.
Kenneth Maxwell, aquele mesmo que, usando da sua suposta autoridade de
"especialista", tentou persuadir o Brasil de que o Foro de São
Paulo nem sequer existe.

Há no Brasil pessoas ambiciosas e iludidas que acreditam poder
influenciar o governo americano por meio de contatos diretos com o
Departamento de Estado e a presidência da República. Tolice.
Primeiro: os EUA não são o Brasil, onde o Executivo pode mudar o
curso das coisas a seu belprazer. Aqui, tudo depende de longas
discussões, da conquista dos corações e mentes da elite formadora da
opinião pública, do exercício, em suma, da democracia. No Brasil,
já nem sabem o que é isso. Imaginam que Bush é um Lula de direita.
Segundo: tanto Bush quanto Condoleezza Rice podem ser conservadores o
quanto queiram na intimidade das suas almas, e não tenho motivo para
duvidar da sinceridade de um nem da outra; mas o fato é que são ambos
membros do CFR e têm suficiente amor às suas carreiras para não
cuspir muito ostensivamente no prato em que comeram. Eles só mudarão
a orientação da política de Washington para com a América Latina se
sentirem que têm respaldo para isso nos órgãos formadores da
opinião republicana. Convencê-los pessoalmente é desnecessário e
inútil. Provavelmente já estão até convencidos. O importante é
convencer suas fontes de apoio. Ninguém vai conseguir nada com
cochichos de gabinete. Isto aqui não é uma republiqueta, onde tudo se
obtém pela amizade do chefão. Democracias simplesmente não funcionam
assim. O que tem de ser feito é público e aberto.


Contra o trabalho consolidado de centenas de ONGs esquerdistas que aqui
operaram durante décadas até obter o controle quase total do fluxo de
informações sobre o Brasil na grande mídia, vejo que estou
praticamente sozinho. Sozinho e sem recursos. Minha sorte é que (1)
nos think tanks conservadores existe agora uma fome de informações
autênticas sobre a revolução latino-americana; (2) a grande mídia
não é tão grande assim: os conservadores dominam os talk-shows de
rádio, que alcançam uma faixa de público bem maior que a dos jornais
da esquerda chique; (3) como não estou ligado a interesse partidário
nenhum, represento somente a mim mesmo e digo apenas aquilo em que
pessoalmente acredito, há nesses meios um número enorme de pessoas
que acreditam em mim. Nada tem mais autoridade ante uma platéia
americana do que a independência individual (justamente aquilo que no
Brasil torna o cidadão um virtual suspeito). Desde que cheguei, fiz
várias conferências em think tanks, escolas e congressos, despertando
o interesse e a franca aprovação de platéias altamente preparadas,
nas quais se incluiam pop stars da mídia conservadora, cientistas
políticos de excelente prestígio acadêmico e até subsecretários de
Estado.

O momento, repito, é propício. O véu da mentira latino-americana
está para ser rasgado, e CFR nenhum poderá impedir que isso
aconteça.

Aqui aprendi o que é democracia. A democracia não dá liberdade a
ninguém. Apenas dá a cada um a chance de lutar pela liberdade. A
gente percebe isso, materialmente, na coragem e disposição de combate
com que tantos americanos, hoje, se erguem contra o establishment
esquerdista chique e não raro conseguem vencê-lo usando os meios
postos à sua disposição pelo Estado de direito. Esses meios estão
também ao alcance de quem deseje restabelecer a verdade sobre o
Brasil.

Não quero me gabar dos resultados obtidos, mas sei que, na mídia
conservadora e nos think tanks republicanos, já quase ninguém mais
acredita na mentira idiota de que Lula é um antídoto à subversão
chavista. Estou consciente de ter contribuído ativamente para
sepultá-la. Mais dia, menos dia, notícias do falecimento chegarão ao
governo americano, se é que já não chegaram.

Para isso, usei de todos os recursos com que contava: conferências,
artigos, cartas, telefonemas, distribuição de provas e documentos,
inumeráveis conversações pessoais. De vez em quando coloco no meu
site algumas amostras do que tenho feito.

O problema é que tudo isso custa trabalho, tempo e dinheiro.
Normalmente, um esforço dessa envergadura deveria ser obra de equipe.
Seria preciso ter aqui uma ONG independente, sem ligação com partidos
ou "redes", com um time de conferencistas, redatores, tradutores,
relações públicas e fund-raisers, habilitada a fazer o que todas as
ONGs fazem: conferências de imprensa, debates, newsletters,
mala-direta, um website atualizado diariamente e publicação de
livros.

Não dispondo de nada disso, faço tudo eu mesmo. Não tenho nenhuma
ONG pelas costas, nenhum patrocinador, nenhum suporte político ou
empresarial. Meu visto de jornalista também não permite que eu
trabalhe em empresas locais. Tudo o que escrevo e leciono por aqui, é
de graça. A totalidade dos meus meios de sustento consiste no salário
que me vem do Brasil e na ajuda de dois ou três amigos, sempre os
mesmos.

Não estou me queixando. Estou felicíssimo de poder fazer o que faço.
Mas faria muito mais, e com resultados incomparavelmente mais velozes,
se tivesse algum respaldo financeiro para isso.

O salário que recebo pelo meu trabalho jornalístico é suficiente
para dar à minha família uma vida modestamente confortável no
interior da Virgínia, onde tudo custa três vezes mais barato (e é
dez vezes mais bonito, confesso) do que em Washington ou Nova York. Mas
a tarefa de que me incumbi exige muito mais do que posso gastar. Só
para vocês fazerem uma idéia, a primeira coisa que fiz em vista dos
meus planos foi dar a mim mesmo um curso abreviado de política
americana: história, leis, instituições, grupos, pessoas, correntes
de idéias. Logo em seguida, formei um cadastro das entidades que
podiam ser úteis para o meu objetivo e tratei de me inscrever em
várias delas, para poder freqüentar seus encontros, receber suas
publicações, etc. Por fim, iniciei um programa de viagens a
Washington para contatos pessoais e conferências. Quanto custou isso
tudo? Quanto custa formar, em menos de um ano, um especialista em
política americana? Quanto custam centenas de livros, dezenas de
assinaturas de revistas e subcrições em think tanks, não sei quantas
diárias de hotel e alguns milhares de galões de gasolina?
Mensalmente, gastei nisso metade ou mais do meu salário, enchendo-me
de dívidas, submetendo minha família a sacrifícios humilhantes e
incomodando amigos brasileiros com obsessivos pedidos de socorro.

Cheguei a um ponto em que já não posso continuar trabalhando assim.
Ou monto uma estrutura de trabalho capaz de concorrer com adversários
poderosos, ou trato de buscar um consolo impossível naquela história
do passarinho que tentava apagar o incêndio na floresta levando
gotinhas de água no bico. Não quero ficar me vangloriando de gotinhas
inúteis. Quero fazer alguma coisa que dê resultado. Quero fazer e sei
como fazer. E nada melhor para me ajudar nisso do que as
contribuições individuais de pessoas que confiam em mim.
Incomparavelmente melhor do que apoios institucionais, empresariais e
partidários. Elas são um reforço generoso e livre que em nada afeta
a minha independência.




Nos EUA, depender apenas das contribuições espontâneas do público
aumenta muito a credibilidade de uma campanha, de um jornal eletrônico
ou de uma ONG.

A constituição de uma ONG nos EUA é coisa complexa e dispendiosa.
Antes mesmo de chegar a isso, preciso de meios para viajar com mais
freqüência a Washington, para publicar uma newsletter, para atualizar
diariamente o meu site em inglês, para me inscrever em mais
instituições, estender meus contatos para outros Estados, freqüentar
mais congressos, etc. etc.

Preciso de ajuda já. Não quis pedi-la antes de chegar ao meu limite.
Já cheguei. Por favor, me ajudem a salvar a honra do Brasil. Não
quero chegar à velhice extrema pensando que vim de um país que se
deixou estrangular sem exercer nem mesmo o direito de espernear. Quero
exercer esse direito até o fim, com esperneadas vigorosas que pelo
menos deixem o assassino da pátria com uma inesquecível dor na bunda.

Adiei o pedido levando em consideração que a tarefa a que me
entreguei foi idéia minha, pessoal, germinada em segredo no meu
cérebro maligno, sem pedido ou sugestão de quem quer que fosse.
Ninguém, fora eu mesmo, tem a mínima quota de responsabilidade nela.
Muito menos, é claro, os jornais que me empregam. Cumpro meus deveres
profissionais, vou escrevendo o meu livro e me entrego à devoção
patriótica nas horas vagas. Todas as horas vagas.

Bem sei o que essa iniciativa privadíssima pode me custar, se eu
voltar ao Brasil. Também sei que, por aqui, meu visto de jornalista me
dá direito à permanência indefinida, mas não garantida. Posso ser,
de um momento para outro, retirado deste adorável refúgio virginiano,
entre esquilos, sapinhos, flores e caipiras, e devolvido direto à toca
do lobo, bicho tinhoso que já várias vezes ameaçou acabar com a
minha raça. Os riscos da empreitada são portanto consideráveis e, se
me sinto autorizado a pedir aos amigos e leitores que a reforcem com
seu dinheiro, é porque apostei nela o meu pescoço e a segurança da
minha família. Não estou pedindo a ninguém que ofereça mais do que
ofereci.

Também não prometo nada, exceto multiplicar o meu esforço na
proporção dos recursos que me cheguem. Nunca tive paciência com
pessoas que choramingam pedindo que eu lhes dê uma esperança. Minha
única esperança é a justiça divina, quando este mundo for desfeito
em farrapos. Na existência terrena, a esperança é menos importante
do que a fé -- e a fé não significa crer numa doutrina, significa
ser fiel a um compromisso. Significa ter senso do dever. Com
esperança, se possível; sem ela, se necessário.

Com 59 anos de existência no planeta, cheguei à conclusão de que sou
o bicho mais teimoso, paciente e obstinado que já conheci. Deve haver
um cromossomo de jumento, de elefante ou de camelo na minha
constituição genética. Mas até um desses amáveis animais precisa
de alimento e estímulo para cumprir sua tarefa - puxar um tronco,
atravessar o deserto, carregar tijolos e gente em terreno íngreme.

Estou pedindo a todos os meus leitores e amigos que me ajudem a fazer o
que tenho de fazer. Doações pessoais ainda são permitidas e livres
de impostos. Quem tiver sensibilidade e condições para isso, que
faça uma contribuição por qualquer destes três meios, à sua
escolha:

1) Para contribuições em dólares, por cartão de crédito,
simplesmente clique o botão abaixo e siga as instruções (no
formulário, em resposta ao item "payment for", escreva simplesmente
"donation"):

paypal

2) Para depósito bancário em reais - dez, vinte, cem, mil reais ou
o que quer que seja -, use a minha conta pessoal do Banco Itaú,
agência 4080, c/c 02968-1.

3) Para transferência bancária (DOC), use a mesma conta do Itaú e o
meu CPF, 043.909.388-00.

Quem quiser um recibo, que envie um e-mail a olavo@olavodecarvalho.org
com uma cópia do comprovante de depósito ou transferência.

Como ainda não tenho uma ONG constituída, isso não dará a ninguém
o direito a desconto no imposto de renda nem a qualquer outra vantagem
apreciável. Dará direito apenas à minha gratidão e talvez à
gratidão da pátria, se esta ainda existir no futuro.

Estou pedindo agora e vou voltar a pedir. Tantas vezes quantas me
pareça necessário, pois as despesas não vão parar tão cedo. Agora
já me acostumei à mentalidade de um povo que põe seu dinheiro onde
põe suas palavras. Aqui, todo mundo contribui para aquilo em que
acredita. Eu mesmo, que sou um duro, não escapo. Associações de
veteranos, campanhas de evangelização, protestos cívicos, policiais
baleados e até uma menininha da Guatemala que não podia comprar seus
livros de escola já descobriram que eu existo e aparecem mensalmente
na minha caixa postal. Dou um pouquinho, mas dou sempre: toda essa
gente trabalha para o bem, e aprendi com os americanos que o dinheiro
jamais é neutro - se não serve ao bem, serve ao mal.

Agradecendo antecipadamente,

Olavo de Carvalho

Richmond, Virginia, 20 de junho de 2006
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